domingo, 24 de janeiro de 2010
Higienização das mãos
É a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação
das infecções relacionadas à assistência à saúde. Recentemente, o termo “lavagem
das mãos” foi substituído por “higienização das mãos” devido à maior abrangência
deste procedimento. O termo engloba a higienização simples, a higienização antiséptica,
a fricção anti-séptica e a anti-sepsia cirúrgica das mãos, que serão abordadas
mais adiante.
POR QUE FAZER?
As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos durante a
assistência prestada aos pacientes, pois a pele é um possível reservatório de diversos
microrganismos, que podem se transferir de uma superfície para outra, por meio de
contato direto (pele com pele), ou indireto, através do contato com objetos e superfícies
contaminados.
A pele das mãos alberga, principalmente, duas populações de microrganismos: os
pertencentes à microbiota residente e à microbiota transitória. A microbiota residente
é constituída por microrganismos de baixa virulência, como estafilococos, corinebactérias
e micrococos, pouco associados às infecções veiculadas pelas mãos. É mais
difícil de ser removida pela higienização das mãos com água e sabão, uma vez que
coloniza as camadas mais internas da pele.
A microbiota transitória coloniza a camada mais superficial da pele, o que permite
sua remoção mecânica pela higienização das mãos com água e sabão, sendo eliminada
com mais facilidade quando se utiliza uma solução anti-séptica. É representada,
tipicamente, pelas bactérias Gram-negativas, como enterobactérias (Ex: Escherichia
coli), bactérias não fermentadoras (Ex: Pseudomonas aeruginosa), além de fungos e
vírus.
Os patógenos hospitalares mais relevantes são: Staphylococcus aureus, Staphylococcus
epidermidis, Enterococcus spp., Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella spp., Enterobacter
spp. e leveduras do gênero Candida. As infecções relacionadas à assistência
à saúde geralmente são causadas por diversos microrganismos resistentes aos antimicrobianos,
tais como S. aureus e S. epidermidis, resistentes a oxacilina/meticilina;
Enterococcus spp., resistentes a vancomicina; Enterobacteriaceae, resistentes a cefalosporinas
de 3ª geração e Pseudomonas aeruginosa, resistentes a carbapenêmicos.
As taxas de infecções e resistência microbiana aos antimicrobianos são maiores em
Unidades de Terapia Intensiva (UTI), devido a vários fatores: maior volume de trabalho,
presença de pacientes graves, tempo de internação prolongado, maior quantidade
de procedimentos invasivos e maior uso de antimicrobianos.
PARA QUE HIGIENIZAR AS MÃOS?
A higienização das mãos apresenta as seguintes finalidades:
• Remoção de sujidade, suor, oleosidade, pêlos, células descamativas e da
microbiota da pele, interrompendo a transmissão de infecções veiculadas ao
contato.
• Prevenção e redução das infecções causadas pelas transmissões cruzadas.
QUEM DEVE HIGIENIZAR AS MÃOS?
Devem higienizar as mãos todos os profissionais que trabalham em serviços de saúde,
que mantém contato direto ou indireto com os pacientes, que atuam na manipulação
de medicamentos, alimentos e material estéril ou contaminado.
COMO FAZER? QUANDO FAZER?
As mãos dos profissionais que atuam em serviços de saúde podem ser higienizadas
utilizando-se: água e sabão, preparação alcoólica e anti-séptico.
A utilização de um determinado produto depende das indicações descritas abaixo:
USO DE ÁGUA E SABÃO
Indicação
• Quando as mãos estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com sangue
e outros fluidos corporais.
• Ao iniciar o turno de trabalho.
• Após ir ao banheiro.
• Antes e depois das refeições.
•Antes de preparo de alimentos.
•Antes de preparo e manipulação de medicamentos.
• Nas situações descritas a seguir para preparação alcoólica.
USO DE PREPARAÇÃO ALCOÓLICA
Indicação
Higienizar as mãos com preparação alcoólica quando estas não estiverem visivelmente
sujas, em todas as situações descritas a seguir:
Antes de contato com o paciente
Objetivo: proteção do paciente, evitando a transmissão de microrganismos oriundos
das mãos do profissional de saúde.
Exemplos: exames físicos (determinação do pulso, da pressão arterial, da temperatura
corporal); contato físico direto (aplicação de massagem, realização de higiene
corporal); e gestos de cortesia e conforto.
Após contato com o paciente
Objetivo: proteção do profissional e das superfícies e objetos imediatamente próximos
ao paciente, evitando a transmissão de microrganismos do próprio paciente.
Antes de realizar procedimentos assistenciais e manipular dispositivos
invasivos
Objetivo: proteção do paciente, evitando a transmissão de microrganismos oriundos
das mãos do profissional de saúde.
Exemplos: contato com membranas mucosas (administração de medicamentos pelas
vias oftálmica e nasal); com pele não intacta (realização de curativos, aplicação
de injeções); e com dispositivos invasivos (cateteres intravasculares e urinários, tubo
endotraqueal).
Antes de calçar luvas para inserção de dispositivos invasivos que não requeiram
preparo cirúrgico
Objetivo: proteção do paciente, evitando a transmissão de microrganismos oriundos
das mãos do profissional de saúde.
Exemplo: inserção de cateteres vasculares periféricos.
Após risco de exposição a fluidos corporais
Objetivo: proteção do profissional e das superfícies e objetos imediatamente próximos
ao paciente, evitando a transmissão de microrganismos do paciente a outros
profissionais ou pacientes.
Ao mudar de um sítio corporal contaminado para outro, limpo, durante o
cuidado ao paciente
Objetivo: proteção do paciente, evitando a transmissão de microrganismos de uma
determinada área para outras áreas de seu corpo.
Exemplo: troca de fraldas e subseqüente manipulação de cateter intravascular.
Ressalta-se que esta situação não deve ocorrer com freqüência na rotina profissional.
Devem-se planejar os cuidados ao paciente iniciando a assistência na seqüência: sítio
menos contaminado para o mais contaminado.
Após contato com objetos inanimados e superfícies imediatamente
próximas ao paciente
Objetivo: proteção do profissional e das superfícies e objetos imediatamente próximos
ao paciente, evitando a transmissão de microrganismos do paciente a outros
profissionais ou pacientes.
Exemplos: manipulação de respiradores, monitores cardíacos, troca de roupas de
cama, ajuste da velocidade de infusão de solução endovenosa.
Antes e após remoção de luvas
Objetivo: proteção do profissional e das superfícies e objetos imediatamente próximos
ao paciente, evitando a transmissão de microrganismos do paciente a outros
profissionais ou pacientes.
As luvas previnem a contaminação das mãos dos profissionais de saúde e ajudam a
reduzir a transmissão de patógenos. Entretanto, elas podem ter microfuros ou perder
sua integridade sem que o profissional perceba, possibilitando a contaminação das
mãos.
Outros procedimentos
Exemplos: manipulação de invólucros de material estéril.
IMPORTANTE
• Use luvas somente quando indicado.
• Utilize-as antes de entrar em contato com sangue, líquidos corporais,
membrana mucosa, pele não intacta e outros materiais potencialmente infectantes.
• Troque de luvas sempre que entrar em contato com outro paciente.
• Troque também durante o contato com o paciente se for mudar de um sítio
corporal contaminado para outro, limpo, ou quando esta estiver danificada.
• Nunca toque desnecessariamente superfícies e materiais (tais como telefones,
maçanetas, portas) quando estiver com luvas.
Observe a técnica correta de remoção de luvas para evitar a contaminação das
mãos.
Lembre-se: o uso de luvas não substitui a higienização das mãos!
USO DE ANTI-SÉPTICOS
Estes produtos associam detergentes com anti-sépticos e se destinam à higienização
anti-séptica das mãos e degermação da pele.
Indicação:
Higienização anti-séptica das mãos
• Nos casos de precaução de contato recomendados para pacientes portadores
de microrganismos multirresistentes.
• Nos casos de surtos.
Degermação da pele
• No pré-operatório, antes de qualquer procedimento cirúrgico (indicado
para toda equipe cirúrgica).
• Antes da realização de procedimentos invasivos. Exemplos: inserção de cateter
intravascular central, punções, drenagens de cavidades, instalação de
diálise, pequenas suturas, endoscopias e outros.
Texto extraído de:
Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Higienização das mãos em serviços de saúde/ Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
– Brasília : Anvisa, 2007.
Sustentabilidade e Higienização
Sustentabilidade como forma de oportunidadeA VIEIRA BRASIL - ao longo da sua história, sempre se preocupou em realizar práticas comerciais responsáveis, fazendo valer os seus ideais e valores corporativos, para manter um compromisso com o bem estar da sociedade e agir como uma força atuante em prol de mudanças sociais positivas para as pessoas.
Acreditamos que discutir, informar e produzir conhecimento sobre SUSTENTABILIDADE é essencial para qualificar as ações que levarão à construção de um mundo melhor.
Sustentabilidade é um conceito que foi criado em 1987, por representantes de 21 governos, líderes empresariais e representantes da sociedade, membros da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU.
Agir de maneira sustentável é atender às necessidades do presente sem comprometer as possibilidades das futuras gerações atenderem as suas próprias necessidades. Para ser sustentável, qualquer empreendimento humano deve ser ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito.
Em outras palavras, é o equilíbrio na convivência entre o homem e o meio ambiente. Isso significa cuidar dos aspectos ambientais, sociais e econômicos e buscar alternativas para sustentar a vida na Terra sem prejudicar a qualidade de vida no futuro.
Aspectos Ambientais
A preocupação com a preservação do meio ambiente está diretamente ligada ao planejamento estratégico da Essenbra VIEIRA BRASIL em que produtos, processos e serviços são revistos, planejados e distribuídos com esse objetivo.
Distribuir produtos que causem o menor impacto possível ao meio ambiente é a base de nosso princípio sustentável, seja pela diminuição de seu peso, menor uso de substâncias tóxicas, consumo de energia reduzido, reciclagem e descarte de embalagens, ou por acreditar que a prevenção ainda é a melhor solução.
A responsabilidade ambiental desenvolvida pela Vieira Brasil está presente nos produtos concentrados, uma vez que, podemos disponibilizar uma pequena quantidade de produto, que resultará na quantidade desejada, diminuindo o consumo de água no processo de fabricação, o tamanho e o número de embalagens, além de facilitar o transporte.
Com nossa crença duradoura no princípio da precaução, a eliminação e a minimização do uso de substâncias perigosas em nossos produtos e processos de produção se tornaram uma das nossas metas, priorizando o uso de tensoativos biodegradáveis.
A Multquimica conta com uma Estação de Tratamento de Efluentes que recebe toda a água utilizada no processo de fabricação, bem como na higienização dos reatores e das instalações, onde a mesma é tratada com a finalidade de neutralizar substâncias químicas prejudiciais ao meio ambiente.
Alguns locais da fábrica contam com um sistema de climatização alimentado pela água que é captada e retorna sem sofrer alterações para o rio.
Papelões e plásticos provenientes das embalagens de matérias-primas e do processo de fabricação não são reutilizados. Esses resíduos são armazenados em local apropriado, no exterior da fábrica, e coletados por empresa de reciclagem. Os efluentes gasosos originados da chaminé da caldeira são analisados periodicamente para que seja determinada a concentração e a taxa de emissão de substâncias tóxicas.
A Vieira Brasil reconhece que a eficiência energética é uma das principais formas de suprir o crescimento da população. Então, possui toda a sua iluminação constituída por lâmpadas fluorescentes, que consome 75% menos e dura seis vezes mais. Também adota sensores de presença, que desligam as luzes e os equipamentos após ausência prolongada.
O mobiliário utilizado nas instalações é de baixo impacto ambiental, produzido com matéria-prima de baixa toxicidade e que degrada facilmente no dia em que for descartado. Um exemplo de matéria-prima utilizada é o MDF, fabricada no Brasil. É considerada ecologicamente correta, uma vez que são produzidos a partir de madeira de reflorestamento.
A estrutura física da empresa conta com uma extensa área verde, que permite melhor absorção da água da chuva, evita enchentes e propicia um ambiente de trabalho mais agradável.
Aspectos SociaisAcreditamos que desenvolvimento sustentável é um processo que começa dentro da empresa. Por meio do comprometimento pessoal, um futuro sustentável poderá ser construído pela soma de esforços individuais e do exercício da cidadania.
A VIEIRA BRASIL e a MULTQUIMICA se preocupam com a qualidade de vida dos funcionários, estam em constantes melhorias, em busca de um ambiente de trabalho saudável, seja em seus escritórios administrativos, seja em suas unidades industriais. Criou um espaço agradável para que os funcionários possam descansar e relaxar no horário de almoço. Além disso, disponibiliza um amplo refeitório para facilitar a alimentação dos funcionários.
Aspectos Econômicos
Negócios sustentáveis satisfazem as necessidades das gerações presentes sem comprometer as gerações futuras. As empresas bem orientadas quanto ao desenvolvimento sustentável são economicamente mais bem-sucedidas. Uma boa performance em sustentabilidade resulta em melhor desempenho financeiro.
A Vieira Brasil disponibiliza o uso de seus próprios recursos, sejam eles financeiros ou não, o que inclui:
• Instalações (por exemplo, oferece suas dependências para reuniões e eventos);
• Produtos (por exemplo, doa e coleta produtos, inclusive redistribui peças usadas, bem como arrecada peças para diversas organizações);
• Tecnologia (por exemplo, proporciona o treinamento no uso dos equipamentos).
Para sermos realmente sustentáveis, devemos entender e interagir com a sociedade, perceber o que acontece à nossa volta e acoplar essas necessidades com nossa estratégia de atuação. Trata-se não só de visualizar os problemas que ocorrem, mas de buscar soluções. É por isso que a sustentabilidade, para a Vieira Brasil é vista como uma oportunidade.
Texto extraído da Distribuidora Vieira Brasil
Dicas para a higienização!
E assim, dicas para uma boa higienização:
1) Como evitar mau cheiro causado por desenvolvimento de fungos em ônibus de transporte coletivo?
• O quaternário de amônio é um agente desinfetante com excelente ação biocida sobre fungos.
• Indicamos, diariamente, após a higienização regular do veículo, a aplicação através de borrifador de solução 1:100 de Dequater Senior, em todo o ambiente.
2) Como fazer a desinfecção de lençóis, toalhas, fronhas, roupões, faixa tipo atadura e malhas tubulares para uso em salões e clínicas de estéticas?
• Após limpeza prévia, imergir os materiais em uma solução de Dequater Senio 1:100 ( 1 parte de produto mais 99 partes de água) e deixar por 10 minutos.
• Proceder com o enxágüe com água morna e secar.
• Após período de 7 dias da retirada do cão contaminado, proceder com a desinfecção do ambiente, já limpo, de acordo com o vírus contaminante:
• Vírus causadores da Parvovirose e da Cinomose Canina: aplicar solução de Wash Mix, uma medida (6g) em 5 L de água (630 ppm), sobre as superfícies (tempo de ação: 10 minutos);
• Vírus causadores da Hepatite Infecciosa Canina e da Tosse dos Canis: aplicar solução de Dequater Senior, 1:100 (1000 ppm), sobre as superfícies (tempo de ação: 10 minutos).
Os produtos acima já estão no mercado e devidamente autorizados pela Anvisa